Março Saudável – Conhecendo as vitaminas-Vitamina K

Março Saudável – Conhecendo as vitaminas-Vitamina K

Seguindo a programação do mês saudável, apresentamos hoje a Vitamina K e suas variações, K1 e K2.

E sempre lembrando que estas postagens têm somente caráter informativo, não substituem uma consulta médica/nutricional.

Vitamina K

O que é?

A primeira característica observada em relação a vitamina K foi sua relação com a coagulação sanguínea.

É uma vitamina lipossolúvel e, portanto, sua absorção se dá na região do íleo, no intestino, principalmente na presença dos solventes orgânicos. Ela se liga aos quilomícrons e a micelas que são absorvidas pelas células intestinais.

O principal local de estoque da vitamina K no corpo humano é o fígado e é lá que acontecem as sínteses dos fatores anticoagulantes. Além disso, os microrganismos comensais (microbiota) do intestino também tem capacidade de sintetizar a vitamina K.

Onde encontrar?

A vitamina K pode ser encontrada naturalmente em vegetais de folhas verde-escuro, como brócolis, espinafre, couve e alface, em óleos vegetais, soja, algumas frutas como figo e mirtilo e também fontes animais como carne, ovos e queijos.

Qual a sua função?

Coagulação do sangue:

A vitamina K é uma parte essencial do ácido glutâmico, um aminoácido que faz com que o evento químico chamado carboxilação aconteça. Esse evento químico permite que o sangue de uma ferida aberta pare e coagule, com isso evitando o excesso de sangramento.

Saúde óssea:

É benéfica para a saúde dos ossos, pois bloqueia a formação de muitos osteoclastos, ou células ósseas, (processo denominado desmineralização) que fazem os minerais essenciais para os ossos, disponíveis para outras funções corporais, e a formação de osteoclastos, se não tratada, pode deixar os ossos excessivamente esgotados de seus minerais.

Agentes anti-inflamatórios:

O consumo de alimentos ricos em vitamina K ajuda a reduzir significativamente a libertação da glicoproteína de interleucina-6, um importante fator para a inflamação no interior do corpo.

Alívio das dores menstruais: Ajuda no bom funcionamento dos hormônios, se tornando muito benéfica durante o período menstrual.

Controlar o açúcar no sangue:

Desempenha um importante papel na regulação do açúcar no sangue. O pâncreas produz insulina e contém o segundo mais alto teor de vitamina K no corpo.

Excessos e Deficiências

A deficiência na quantidade de vitamina K no organismo pode causar doenças inflamatórias intestinais, pancreatites, distúrbios gastrointestinais e principalmente falhas nas atividades coagulantes. Injurias no fígado também estão relacionadas com prejudicado metabolismo desta vitamina. Além disso, o uso prolongado de antibióticos promove a destruição da microbiota normal do indivíduo e consequentemente a produção de vitamina K, que também advém destes microrganismos, fica gravemente diminuída.

É comum que as pessoas consigam quantidades suficientes da vitamina K através da alimentação, uma vez que ela é amplamente distribuída em diversos alimentos. E seu baixo potencial de toxicidade faz que não haja estabelecidos valores máximos de consumo de vitamina K.

Variações: K1 e K2

K1 (Filoquinona) – Presente nos alimentos verdes escuros.

K2 (Menaquinona) – Sintetizada pela microbiota intestinal e presente no Natto (pela fermentação das bactérias).

Funções:

K1 – Coagulação sanguínea (síntese protrombina no fígado);

K2 – Ativação da osteocalcina que atua na mineralização óssea;

Estudos apontam que a vitamina K2 pode reduzir a calcificação arterial, aterogênese e prevenir doenças cardiovasculares, bem como atuar na proteção óssea, reduzindo o risco de fraturas.

Aumento no tempo de coagulação sanguínea;

Hemorragia intestinal, nasal ou na gengiva;

Hematomas Redução da mineralização óssea;

Redução da mineralização óssea;

Aspirina e alguns anticonvulsivantes podem reduzir a absorção de K1;

Destruição da microbiota intestinal por antibióticos;

Problemas na absorção de lipídios

Doença hepática (redução do armazenamento).

Hipervitaminose:

A vitamina K1 não apresenta toxicidade, a K2 se suplementada em doses elevadas pode causar anemia hemolítica.